Ladrão diz que não queria causar morte de turista italiano

Rodrigo Carvalho Cruz afirma que pretendia 'apenas' roubar a corrente de ouro do pai da vítima

Pedro Dantas, do Estadão,

26 de novembro de 2007 | 15h18

O assaltante Rodrigo Carvalho Cruz, o Tico, de 20 anos, acusado de provocar a morte do turista italiano Giorgio Morassi, de 20 anos, se entregou nesta segunda-feira, 26, à Polinter (Divisão de Capturas). Acompanhado de pastores evangélicos, ele se disse arrependido e negou ter provocado o atropelamento do turista. "Eu só roubei, não matei ninguém. Puxei o cordão do pai dele, estava indo embora quando o rapaz que morreu pulou na minha frente. A bicicleta caiu, eu e ele caímos junto, no meio da rua. Eu consegui levantar e ele não", disse Rodrigo.   Indiciado por homicídio, ele deve ser reconhecido na terça à tarde pelo irmão da vítima, Victor Morassi, que junto com os pais assistiu à morte de Giorgio. Quatro pessoas reconheceram Tico como assaltante que atuava na orla carioca.   "A versão dele não combina com os depoimentos de testemunhas, que viram a luta corporal entre ele e a vítima. A morte do turista foi o desdobramento direto do roubo", afirmou o delegado-titular da Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat), Fernando Veloso.   Segundo a polícia, Tico se escondeu na casa de parentes em Inhaúma, na Zona Norte, e acabou buscando abrigo na quinta-feira na Igreja Assembléia de Deus dos Trabalhadores de Última Hora, localizada em um dos acessos à Favela da Fazendinha, no Complexo do Alemão. O pastor Isaías da Silva Andrade disse que o acusado "estava possuído por demônios que fazem o homem roubar". O delegado estuda o indiciamento do pastor por facilitação de fuga.   Matéria ampliada às 19h35

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