Laudo culpa maquinista por choque de trens que matou 8 no Rio

Maquinista não teria observado sinal de linha e estaria acima da velocidade permitida

Talita Figueiredo, do Estadão,

04 Outubro 2007 | 10h09

Um dos controladores que operavam o sistema de trens da Supervia (concessionária de trens do Rio) e o maquinista que conduzia o trem de passageiros que colidiu com um de cargas em Nova Iguaçu (Baixada Fluminense), deixando oito mortos e 101 feridos, foram indiciados nesta quinta-feira, 4, por homicídio culposo e lesão corporal culposa. O laudo da Polícia Civil concluiu, como já havia feito a Supervia, que o acidente, que aconteceu em agosto, foi causado por falha humana.    Choque de trens no Rio    "O laudo me forneceu a prova material que corrobora o que eu já havia concluído depois de colher os depoimentos. Mostrou que o controlador falhou quando não teve a cautela necessária para autorizar uma manobra que não era comum nesse trecho e nesse horário. O maquinista, por sua vez, trafegava numa velocidade superior à permitida e quando se aproximava do outro trem, não teve tempo de parar", afirmou o delegado que investigou o caso, Fábio Pacífico.   Segundo o delegado, não há necessidade de pedir a prisão dos indiciados porque eles não têm antecedentes criminais, têm endereço fixo e cooperaram com as investigações. Pacífico disse ainda que as conclusões tiradas pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli, que produziu o laudo pericial, são as mesmas que haviam sido divulgadas pela Supervia, no mês passado.   Os erros do controlador, segundo o laudo, foram não impedir que o trem de passageiros saísse da estação de Comendador Soares, onde deveria esperar a manobra do trem de cargas que aconteceria na estação seguinte, e por ter permitido que o trem de cargas fizesse a manobra, depois de ter visto o trem de passageiros sair da estação.   As falhas do maquinista foram viajar em alta velocidade - ele estava a 76 km/h, quando a velocidade máxima permitida é 60 km/h - e ultrapassar dois sinais, um amarelo e um vermelho.

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