Thiago Lontra/Agência O Globo
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Lojista afirma que denunciou pizzaria por uso indevido de gás

José Augusto Cabral diz que apresentou denúncia à Defesa Civil, à Região Administrativa e aos bombeiros após explosão em 2011

Carina Bacelar e Juliana Dal Piva, O Estado de S. Paulo

19 Outubro 2015 | 10h15

RIO - Dono de uma loja de esportes vizinha à pizzaria Dell'Arco, José Augusto Cabral afirmou que já tinha denunciado o estabelecimento às autoridades por causa do uso indevido de gás de botijão. A loja dele ficava ao lado de uma papelaria colada à pizzaria. "Quando estourou aquele caso na cidade (explosão do restaurante Filé Carioca, em 2011), eu fiz a denúncia para a Defesa Civil, a Região Administrativa e os bombeiros", afirmou Cabral.

Segundo o lojista, foi um funcionário do local que informou sobre o uso de gás de modo irregular. "Tinha um empregado que dizia que tinha botijão de gás na cozinha. Eu era preocupado com isso porque era do meu lado (a loja)", contou. De acordou com Cabral, ele teve perda total na loja. "Caiu tudo. Não tem mais nada." 

Os três prédios mais atingidos pela explosão foram uma farmácia, uma pizzaria e um restaurante, que ficavam lado a lado e desabaram completamente. Um conjunto de quitinetes, que ficava em cima e atrás do restaurante, também foi bastante atingido. O local abrigava 13 famílias, segundo moradores.

A suspeita da prefeitura é de que a explosão tenha começado na pizzaria, com um botijão de gás. O subsecretário de Defesa Civil Municipal, Márcio Motta, disse que o dono da pizzaria admitiu usar gás engarrafado, no fundo do imóvel. "Mas é precoce dizer que foi o gás dele que vazou", disse. O uso desses botijões, entretanto, era irregular, já que há oferta de gás encanado no local. 

Ao todo, cerca de 40 imóveis foram atingidos, estima Motta. Parte desabou e outros tiveram vidros quebrados. A prefeitura ainda avalia o grau de comprometimento de cada um deles.

Das sete pessoas levadas para o Hospital Municipal Souza Aguiar, nenhuma foi resgatada em estado grave."Daqui saíram informações de vítimas amarelas, que não inspiram cuidado", informou Motta.

Quatro já receberam alta - Ana Queila Araújo, de 38 anos; Mauro L. Araújo, de 44 anos; Jair C. Silva, de 27 anos; e outra vítima identificada como Valdecir. Três continuam internadas: uma menina de 9 anos, Manuel Araújo, de 89 anos, e Maria Márcia, de 28, permanecem internados. Carlos S. Tomás, de 22 aos, foi atendido pelo Corpo de Bombeiros no local e liberado em seguida.

O subsecretário conta que há dois meses houve um pequeno vazamento de gás encanado na região, o que fez com que funcionários de uma agência bancária tivessem que interromper o expediente. 

À prefeitura, o Corpo de Bombeiros informou que a drogaria, a pizzaria e o restaurante destruídos na explosão haviam sido notificados por não apresentarem o certificado de aprovação em dia.

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