Má conservação de prédio pode ter causado incêndio no Rio

Fogo atingiu prédio em que funcionam três delegacias, na zona norte do Rio. Ninguém ficou ferido

Ricardo Valota, da Central de Notícias,

16 de outubro de 2009 | 03h34

Um incêndio destruiu, entre o final da noite de quinta-feira, 15, e o início da madrugada desta sexta-feira, 16, todas as instalações da Delegacia de Repressão a Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), responsável pelo combate à pirataria no Rio, localizada no Largo da Cancela, em São Cristóvão, zona norte do Rio.

 

No mesmo prédio, funcionam a Delegacia de Defesa de Serviços Delegados (DDSD), que vem investigando os ataques aos trens da Supervia ocorridos na semana passada, e a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). Segundo a Polícia Civil, o fogo também atingiu a DDSD, mas apenas parcialmente. A delegacia do Meio Ambiente ficou intacta.

 

Segundo o delegado Carlos Oliveira, subchefe operacional da Polícia Civil, somente a perícia vai poder descobrir as causas do incêndio, que teve início no depósito de material apreendido da DRCPIM, alastrando o fogo rapidamente. "Tudo leva a crer, segundo as informações preliminares que temos, que pode ter ocorrido um curto-circuito. A delegacia tinha um número muito grande de mercadoria apreendida. As instalações são antigas", afirmou Oliveira, em entrevista à Rádio CBN.

 

Um grupo de policiais realizava um churrasco no mesmo terreno onde fica o prédio das delegacias. Carlos Oliveira descartou qualquer relação entre a reunião dos investigadores com o incêndio. "Sem a menor possibilidade. Eles estavam a 50 ou 60 metros do local. Inclusive viram onde começou o incêndio", acrescentou.

 

Não se sabe ainda se algum documento do inquérito que apura o ocorrido com os trens da Supervia foi destruído. Bombeiros de Benfica utilizaram três caminhões com água para controlar as chamas. À 1 hora desta sexta-feira, os trabalhos de rescaldo já haviam sido iniciados. Ninguém ficou ferido segundo a polícia.

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