Fábio Motta/ESTADÃO
Fábio Motta/ESTADÃO

Mãe e filha morrem atingidas por balas perdidas na Mangueira 

Moradores da Mangueira fizeram um protesto e incendiaram um ônibus

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2017 | 15h22

RIO - Mãe e filha morreram alvejadas supostamente por balas perdidas no morro da Mangueira, na zona norte do Rio, na manhã desta sexta-feira, 30. Antes ocorreram confrontos entre policiais e criminosos. Um homem também se feriu, mas sobreviveu e está internado. As mortes geraram protesto de moradores, que incendiaram um ônibus em uma via próxima da comunidade.

Os confrontos na favela começaram no início da manhã, com tiroteios entre policiais e criminosos. Moradores relataram nas redes sociais que Marlene Maria da Conceição, de 76 anos, e Ana Cristina da Conceição, de 42 anos, foram atingidas por balas perdidas e socorridas por pessoas que testemunharam o episódio. Elas foram levadas ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier (zona norte), mas morreram.

Segundo a Polícia Militar, a terceira vítima é um homem que foi conduzido por moradores em um caminhão de gás até o Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro.

Após a notícia sobre os três baleados, moradores da Mangueira fizeram um protesto e incendiaram um ônibus municipal da linha 627 (Inhaúma x Saens Peña) quando trafegava pela avenida Radial Oeste, próximo ao viaduto da Mangueira. O trecho foi interditado pela prefeitura. 

Segundo o sindicato das empresas de ônibus do Rio, o motorista do coletivo chegou a ser agredido pelo grupo que queria atear fogo ao veículo, porque tentou impedir o incêndio.

Esse foi o 65º coletivo incendiado neste ano no Rio, o que significa aumento de 141% sobre o número de ocorrências de 2016, quando houve 27 registros desse tipo. A Polícia Militar reforçou o policiamento na comunidade da Mangueira.

 

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