Gabinete de Intervenção Federal
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Manutenção das Forças Armadas no Rio está sendo avaliada, diz Witzel

Governador eleito teve reunião com o interventor na segurança do Estado, o general Walter Braga Netto. Roubos caíram, mas mortes pela polícia aumentaram no período

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

19 Novembro 2018 | 21h36

RIO - O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), disse nesta segunda-feira, 19, que ainda está avaliando se pedirá ao presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), a manutenção das Forças Armadas no Estado. Tropas militares estão atuando no Rio desde fevereiro, quando foi decretada a intervenção federal na segurança e o secretário de Segurança se tornou o general Richard Nunes.

A intervenção vale até 31 de dezembro. Witzel já havia declarado que pediria a Bolsonaro a permanência das tropas por dez meses, de janeiro a outubro, mediante decreto de Garantia da Lei e da Ordem, como já aconteceu outras vezes no passado recente. “Ainda não tomei essa decisão. Antes, é necessário que se conclua a transição. Só depois da apresentação do nosso plano de segurança, que será feita até o fim de dezembro, teremos melhores condições para avaliar essa questão”, explicou Witzel, após reunião com o interventor federal na segurança, general Walter Braga Netto.

“Tenho que ver a necessidade de se manter ou não, conversar com o presidente. Estamos adquirindo mais equipamentos, a tropa está com outra disposição, os índices de criminalidade estão sendo reduzidos. A manutenção da GLO por seis ou dez meses depende de se conversar. Vamos estudar os requisitos específicos para se poder postular”, afirmou.

O governador eleito esteve com o interventor no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que serve à segurança pública. Ele disse que no ano que vem as polícias Civil e Militar terão “plenas condições” de desempenhar suas funções (agora, sob o comando estadual, e não mais federal).

“O general Walter Braga Netto me apresentou as questões que ainda serão necessárias a partir de 1° de janeiro, com o fim da intervenção. Trata-se da consolidação das compras que estão sendo agora empenhadas, dentro do total de R$ 1 bilhão que veio com a intervenção, para que as polícias civil e militar possam continuar fazendo o seu trabalho de forma adequada”, disse Witzel.

“Esse material, novos equipamentos, veículos e outros insumos necessários, vai ser consolidado de janeiro até o dia 31 de julho, e a estrutura para viabilizar isso ficará no Comando Militar do Leste”, declarou, elogiando o “legado deixado pela intervenção” para a eficiência das polícias.

A intervenção foi decretada pelo presidente Michel Temer (MDB) após problemas de segurança no carnaval. Assim, o comando da segurança saiu das mãos do governador Luiz Fernando Pezão (MDB). De lá para cá, caíram índices de roubos e aumentou os de mortes cometidas pela polícia. No mês de outubro, foram 127 ocorrências, um aumento de 30% em relação ao mesmo mês de 2017, e de 17,5% na comparação com setembro passado. Nestes noves meses, o número de mortes decorrentes de intervenção policial somou 1.151 no Estado.

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