Maquinista e operador de trens podem ser indiciados

A responsabilidade sobre a colisão entre dois trens na semana passada, em Nova Iguaçu, no Rio, recai sobre um operador do Centro de Controle de Operações (CCO) da Supervia e o maquinista do trem de passageiros, afirmou hoje o delegado Fábio Pacífico, que investiga o caso. O acidente deixou 8 mortos e 101 feridos. O delegado espera o resultado da perícia para decidir se indicia os dois por homicídio culposo e lesão corporal culposa (em que não há intenção). Na quarta-feira, o delegado interrogou os maquinistas dos dois trens e o controlador na 58.ª DP, de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. "A coisa está bem clara e só faltam as provas técnicas para embasar o inquérito", afirmou. "A responsabilidade se concentra no operador, que executou a manobra, e no maquinista do trem de passageiros, que não teria respeitado o sinal." Pacífico explicou que o operador Edson Assunção trabalhava no CCO. Foi ele quem acionou o desvio e deu o sinal para que o maquinista do trem de teste, Wellington da Rocha Barros, saísse da linha em que vinha a composição de passageiros. "O maquinista não dirige o trem. Ele acelera ou freia, obedecendo às ordens do operador", explicou o delegado, eximindo Barros de responsabilidade. "Quando viu o outro trem chegando, ele acelerou o máximo na esperança de dar tempo de sair da linha". À polícia, Assunção disse que acionou o sinal amarelo, que indica que o maquinista deve reduzir a velocidade. Mas o condutor do trem de passageiros, Norival Ribeiro Nascimento, de 54 anos, tem outra versão. Segundo ele, o sinal estava verde. Ele teria tentado frear ao avistar o trem de testes, mas o sistema não teria respondido.Na segunda-feira, a Supervia divulga o resultado da perícia feita pela comissão interna.

CLARISSA THOMÉ, Agencia Estado

06 Setembro 2007 | 19h23

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