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Médico pedalava pela orla quase todos os dias

Morador de Ipanema, Jaime Gold estava no Serviço de Cardiologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho desde 1989

Felipe Werneck, O Estado de S. Paulo

20 Maio 2015 | 21h26

Ex-maratonista, Jaime Gold, de 56 anos, sempre foi ligado a atividades físicas. Ele costumava pedalar quase todos os dias na orla, mas na noite desta terça-feira, 19, optou pela Lagoa Rodrigo de Freitas. Morador de Ipanema, o médico trabalhava no Serviço de Cardiologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) desde 1989, onde também havia feito residência. 

“Jaime deixou de correr maratonas após problema no joelho, mas sempre se exercitava. Estudava a resposta do corpo a exercícios e falava sobre isso com alunos e pacientes”, disse o amigo Eduardo Côrtes, diretor-geral do HUCFF. 

No Facebook, a filha, Clara Amil Gold, de 21 anos, escreveu mensagem. “Pai, não há palavras para descrever o que estou sentido. Ninguém merece sofrer o que você sofreu. Mesmo estudando Psicologia, não consigo compreender o que leva um ser humano a tirar uma vida. Uma bicicleta e uma carteira por uma vida.”


Torcedor do Fluminense, Gold teve dois filhos com a ex-mulher Marcia Amil - Clara e Daniel, de 22 anos. Em entrevista ao jornal O Dia, Marcia criticou a proposta de redução da maioridade penal. “Nem sei se foram menores, mas sei que Jaime foi vítima de vítimas, que são vítimas de vítimas. Enquanto nosso País não priorizar saúde, educação e segurança, haverá cada vez mais médicos sendo mortos no cartão-postal. Não só médicos, não só na zona sul.

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