Médium assassinado no Rio é sepultado

Gilberto Ribeiro Arruda, de 74 anos, era o principal médium do Lar de Frei Luiz, maior centro espírita da capital fluminense

Danielle Villela, O Estado de S. Paulo

20 de junho de 2015 | 12h49

Rio - Foi sepultado às 12h neste sábado, 20, o corpo de Gilberto Ribeiro Arruda, de 74 anos, principal médium do Lar de Frei Luiz, maior centro espírita do Rio, em Jacarepaguá, na zona oeste. Vestidos de branco, amigos, familiares e frequentadores da instituição religiosa acompanharam o velório desde as 9h no Lar de Frei Luiz, onde o corpo foi sepultado ao lado de outros médiuns da instituição. O ator Carlos Vereza estava entre os que prestaram suas homenagens ao médium. 

 

O médium foi encontrado morto na casa onde morava, no terreno do centro espírita, por volta das 8h de sexta-feira, 19, por Marli, sua esposa, que dormia em um quarto separado. O corpo estava com as mãos amarradas, mordaça na boca e marcas de tortura e espancamento. 

 

Arruda era médium desde os 6 anos e trabalhava no Lar de Frei Luiz havia mais de 60 anos. Cerca de 400 cirurgias espirituais eram realizadas por mês por Arruda, incluindo o tratamento de casos graves, como cânceres, males cardíacos e paralisias. A apresentadora Xuxa, o tenista Gustavo Kuerten, a cantora Elba Ramalho e o ator Carlos Vereza foram operados por Arruda.

 

Os frequentadores do Lar de Frei Luiz acreditavam que ele incorporava o espírito do suposto médico alemão Frederich Von Stein, que teria trabalhado no socorro a feridos na 2.ª Guerra Mundial. 

 

Segundo informações da Delegacia de Homicídios da Capital (DH), as investigações estão em andamento para apurar as circunstâncias da morte do médium. Testemunhas estão sendo ouvidas e policiais realizam diligências em busca de dados que ajudem a identificar a autoria do crime. 

 

Imagens das câmeras de segurança do Lar de Frei Luiz também já foram entregues à polícia. De acordo com o presidente do centro espírita, Wilson Pinto, não há anotações de entrada de pessoas estranhas na instituição antes da morte de Arruda. Pinto também declarou não acreditar que o crime tenha sido motivado por atritos envolvendo seguidores de outras religiões.

 

Em abril de 2011, Arruda fez um registro de ameaça na Delegacia de Taquara, na zona oeste do Rio. Em depoimento à polícia, o médium afirmara que após o fim de um relacionamento, a mulher teria comparecido ao centro espírita xingando-o e fazendo ameaças contra ele. Na ocasião, os envolvidos no caso foram ouvidos e o procedimento encaminhado ao Juizado Especial Criminial (Jecrim), segundo informações da Polícia Civil do Rio.

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