Severino Silva/O dia/Estadão
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Megaoperação da PM no Alemão deixa 4 mil alunos sem aula no Rio

500 policiais militares cumprem 40 mandados de prisão desde as 4h30 desta quarta-feira, 16; até o momento, ninguém foi detido

Sérgio Torres e Tiago Rogero, O Estado de S. Paulo

16 de julho de 2014 | 13h21

RIO - A operação que envolve cerca de 500 policiais militares no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira, 16, deixou quatro mil alunos das 10 unidades municipais do local sem aulas, por medida de segurança. Escolas, creches e os chamados Espaços de Desenvolvimento Infantil (EDIs) foram fechados. A secretaria municipal de Educação informou que, também durante a tarde, as unidades ficarão fechadas.

A operação teria o objetivo de cumprir 40 mandados de prisão, mas, até agora, ninguém foi preso. Desde as 4h30, PMs de diversas unidades fazem ação de "cerco e varredura" nas comunidades do Alemão com o objetivo de prender suspeitos de tráfico, apreender armas e drogas. Até o momento, não há informação de feridos.

De acordo com o tenente-coronel Rogério Figueiredo, a operação continua, sem previsão de término. "Vamos continuar até ter êxito total", disse. Os policiais procuram possíveis locais de esconderijo de drogas e armas e também de traficantes que continuam no Alemão mesmo após a ocupação do complexo, em 2010, primeiro pelo Exército e depois pela Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

O clima nas comunidades tem sido de tensão nas últimas semanas. Desde o início do ano, pelo menos cinco PMs morreram na região.

Participam da operação, além do efetivo de diversas UPPs, policiais vinculados ao Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Batalhão de Ações com Cães (BAC), Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) e o Grupamento Aeromóvel (GAM), que auxilia com o apoio de uma aeronave.

Preso. Em outro ponto da zona norte, policiais da UPP prenderam no início da manhã desta quarta-feira Carlos Eduardo Serpa Monteiro, suspeito de ser o "responsável pelo tráfico de drogas" na Favela da Light, na Vila Kennedy, comunidade que fica próxima a Bangu. De acordo com a CPP, o homem havia fugido do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, pela tubulação de esgoto.

Ele vinha sendo monitorado pelo Centro de Inteligência da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e foi preso em casa. Foi apreendida com ele uma carteira de identidade falsa e o suspeito foi levado à 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu.

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