Menina de cinco anos é baleada na Baixada Fluminense

Na zona norte da capital fluminense, um suposto traficante morreu e outro ficou ferido após confronto entre os criminosos e a polícia

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

21 de fevereiro de 2015 | 10h21

RIO - A madrugada foi violenta no Estado do Rio. Em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, uma menina de cinco anos foi baleada na favela Rola Bosta, durante um tiroteio entre criminosos e policiais. Os moradores da comunidade se revoltaram e fizeram um protesto na Avenida Joaquim da Costa Lima, que dá acesso a ela. Um ônibus foi queimado. Ninguém foi preso.


Em Guadalupe, na zona norte do Rio, um ônibus e um caminhão foram queimados também depois de um confronto entre traficantes e policiais militares. Foi na favela da Palmerinha. Dois rapazes que seriam traficantes foram baleados e um deles, que seria menor de idade, morreu. Segundo a PM, um grupo grande de moradores então ocupou a Avenida Brasil, importante via expressa que liga o centro do Rio à zona oeste e aos municípios da Baixada Fluminense, e ateou fogo aos veículos. Motoristas que passavam na via se assustaram. As pistas chegaram a ser interditadas.


A região está fogo cruzado desde sexta-feira, 20. No Morro Jorge Turco, no bairro vizinho de Rocha Miranda, cinco pessoas foram mortas de manhã numa troca de tiros entre PMs do Batalhão de Operações Especiais e traficantes. Um reservatório da Companhia Estadual de Águas e Esgotos que fica no alto do morro, com capacidade para 200 mil litros d´água, foi atingido por 27 tiros. Foram perdidos 50 mil litros. A vila olímpica que atende a população foi fechada por tempo indeterminado, tamanho o clima de tensão. O Bope prendeu dois suspeitos e apreendeu quatro pistolas, um fuzil, munição e drogas.


O Complexo do Alemão também registrou tiroteio na sexta. Três PMs foram feridos. O funcionamento do teleférico que serve a moradores e turistas foi interrompido para a segurança dos passageiros. O poeta Carlito Azevedo, que estava no complexo para participar de um bloco de carnaval com crianças da comunidade e de uma atividade na Biblioteca Parque do Alemão, contou pelo Facebook que ficou preso na biblioteca com as crianças que estavam no bloco, por causa do tiroteio. "Situação sinistra aqui no Complexo. Teleférico parado. Tiros pipocando cada vez mais perto. Acabam de anunciar aqui que tem dois caveirões (carros blindados da PM) agindo na área. Estamos fechados na Biblioteca com a meninada do bloco que ate há pouco brincava na pracinha", ele escreveu, por volta das 17 horas. Três horas depois, o poeta comentou que já havia conseguido sair da favela.

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