Menina é atingida por estilhaços de bala em favela no Rio

Criança de oito anos, que foi ferida na perna, é socorrida e levada a hospital; ela passa bem

Talita Figueiredo, especial para o Estadão,

19 de novembro de 2007 | 19h53

Uma menina de oito anos foi atingida por estilhaços de bala na coxa direita na favela Vila Cruzeiro (complexo do Alemão, zona norte do Rio), na manhã desta segunda-feira, 19. A Polícia Militar informou ter sido recebida a tiros pelos traficantes quando o veículo blindado, conhecido como Caveirão, fazia patrulhamento de rotina nos acessos ao morro. Segundo a PM, os policiais não revidaram, já que estavam no carro blindado. A jovem foi levada para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha (zona norte), por vizinhos e passa bem. Segundo a avó da criança, Irene Veríssimo do Carmo, de 61 anos, ela tomava conta da menina e outros três netos quando viu o Caveirão entrar na favela, por volta das 10 horas. "Ela estava saindo no portão para ver o preço do quilo do feijão para mim. De repente ouvi um monte de tiros. Não sei de onde foi", contou Irene, chorando, na porta do hospital. Muito nervosa, Irene disse que mora na Vila Cruzeiro há apenas dois meses. Saiu de Vigário Geral (zona norte), favela que teve as bocas-de-fumo tomadas por traficantes da vizinha Parada de Lucas, porque criminosos ameaçaram duas de suas filhas. "Elas não queriam nada com eles e começaram a ser ameaçadas de morte. Ficamos com medo, porque elas são solteiras e cada uma tem duas crianças pequenas. Trabalham o dia inteiro e eu tomo conta das crianças". Irene disse que pegou as filhas e as netas, largou a casa em Vigário Geral e foi para a Vila Cruzeiro, porque tem um outro filho que já morava lá. "É muito triste, a gente não tem paz, não tem sossego em lugar nenhum", disse. A neta atingida, segundo a avó, estava muito nervosa e assustada, mas não percebeu na hora que foi atingida. "Só depois que viu o sangue, ela começou a chorar," 

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