JOAO GABRIEL ALVES/ESTADÃO CONTEÚDO
JOAO GABRIEL ALVES/ESTADÃO CONTEÚDO

Menina que teve perna amputada após acidente no sambódromo do Rio está estável, diz tia

Incidente ocorreu na dispersão dos desfiles no sambódromo carioca; menina segue internada

Bruno Villas Bôas, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2022 | 08h02

Raquel Antunes da Silva, de 11 anos, que sofreu um acidente com um carro na dispersão no sambódromo do Rio, está com um quadro estável no Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro. Ela não corre risco de perder a outra perna após ter passado por uma amputação, disse Rosana Silva, tia da menina, em entrevista na manhã desta quinta-feira, 21.

"Agora, é só oração e vamos ver se ela sai dessa. Ela não vai perder a outra perna, não. Ela já operou e está estável", disse. A menina teve uma das pernas amputada após passar por uma cirurgia durante a madrugada, informou a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Segundo a secretaria, ela permanece internada em estado grave.

Raquel teria subido no carro alegórico da escola de samba Em Cima da Hora enquanto a mãe observava a passagem de outras agremiações de carnaval na avenida. Neste instante, o veículo passou em um trecho estreito e as pernas da menina foram prensadas contra um poste. 

A entrada dos desfiles da Série Ouro precisou ser adiada por cerca de uma hora por causa da perícia da Polícia Civil. Durante esse intervalo, a via ficou interditada. Em 2017, um acidente grave com o carro alegórico da Paraíso do Tuiuti deixou ao menos 20 feridos na Marquês de Sapucaí.

Apesar do atraso, sete escolas de samba se apresentaram no primeiro dia do carnaval fora de época. Foram elas: Em cima da Hora, Acadêmicos do Cubango, Unidos da Ponte, Unidos do Porto da Pedra, União da Ilha do Governador, Unidos de Bangu e Acadêmicos do Sossego.

 A Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Lierj) e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) emitiram nota nem solidariedade à menina.

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