Ministros se jogam no chão para se proteger de tiros no Rio

Pedro Brito, dos Portos, diz que não teve tempo de sentir medo dentro do trem, que foi atacado duas vezes

Alexandre Rodrigues, do Estadão,

10 Setembro 2007 | 11h44

O trem em que viajavam os ministros das Cidades, Márcio Fortes, e da Secretaria dos Portos, Pedro Brito, foi atacado duas vezes a tiros por traficantes da favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira, 10. Questionado se teve medo, Brito afirmou: "Não tive tempo", admitindo que, para se proteger, se jogou no chão do vagão.   Os dois ministros estavam acompanhados do secretário estadual de Transportes do Rio, Júlio Lopes, para fazer uma vistoria em uma instalação de um muro que separa a linha férrea que dá acesso ao Porto do Rio, de uma ocupação irregular de favelas. Brito afirmou que sua reação, de se jogar no chão, é "natural de cautela, que todos devem ter".   Quando a composição passou próximo à favela do Jacarezinho, criminosos armados, aparentando serem adolescentes, fizeram disparos de pistola. Houve pânico, e os ministros se jogaram no chão. Aparentemente, os traficantes se incomodaram com as lentes dos fotógrafos.   No trajeto de volta, funcionários da MRS, empresa responsável pela linha férrea, pediram que não fossem feitas fotos da favela. Mesmo com o trem em velocidade maior, houve novo ataque a tiros. Policiais militares e seguranças à paisana do governo estadual revidaram, segundo passageiros.   Segundo o ministro das Cidades, foi uma decisão pessoal, das autoridades, embarcar no trajeto de volta. Representantes da MRS informaram que o trem possui blindagem e os tiros não chegaram a atingir o interior dos vagões.

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