Christophe Simon/AFP
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Monitoramento de ondas tem de ser constante

Segundo engenheiros consultados, é possível tornar a Ciclovia Tim Maia, na zona sul do Rio, segura para ciclistas e pedestres

Roberta Pennafort e Alfredo Mergulhão, O Estado de S. Paulo

27 Abril 2016 | 03h00

RIO - É possível tornar a Ciclovia Tim Maia, na zona sul do Rio, segura para ciclistas e pedestres, avaliam engenheiros ouvidos pelo Estado. Eles defendem, porém, que o monitoramento das ondas seja permanente.

“O que tem de ser feito é óbvio: que haja algo que suporte a ação das ondas e também um sistema de alerta que feche a ciclovia, em caso de ressaca. Ainda que a estrutura fosse forte, teria ocorrido a tragédia, porque as pessoas seriam engolidas pelo mar”, disse o engenheiro Paulo Cesar Rosman, do Programa de Pós-graduação em Engenharia (Coppe) da UFRJ.

Uma das formas de proteger a ciclovia é instalar um anteparo entre o mar e a pista. As técnicas são variadas, sendo uma delas a de enrocamento, que consiste na colocação de blocos de pedra ou de cimento, dispostos uns sobre os outros, sobre os quais as ondas incidam, chegando à pista com menos energia, disse Manoel Lapa, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RJ). “Dá para reconstruir sem qualquer tipo de temor. Mas tem de fechar quando não for absolutamente seguro.”

O presidente do Crea-RJ, Reynaldo Barros, afirmou que a prefeitura deverá realizar análise preliminar de risco para avaliar todas as falhas na construção, considerando a influência de corrosão, marés, vento e ondas. “É preciso um cuidado especial, pois a natureza cobra o devido valor pelas coisas mal feitas.”

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