WILTON JUNIOR/ESTADÃO
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Morte de jovem causa protestos e vandalismo na zona norte do Rio

Houve saque de loja de conveniência; morador do Chapadão foi supostamente atingido por bala perdida; PM nega tiroteio

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

14 Outubro 2015 | 13h40

Atualizada às 20h35

RIO - Manifestantes saquearam a loja de conveniência de um posto de combustíveis, destruíram um ponto de ônibus e incendiaram três ônibus durante protesto promovido por moradores do complexo de favelas do morro do Chapadão, em Costa Barros, na zona norte do Rio, no fim da manhã desta quarta-feira, 14. À tarde, em novo ato, mais um ônibus foi incendiado.

A manifestação ocorreu depois que um morador da favela foi baleado - supostamente por uma bala perdida. Mique da Silva Souza, de 21 anos, saía de casa para o trabalho quando levou o tiro, segundo a família. Embora socorrido, o rapaz acabou morrendo. A autoria do tiro é desconhecida. A Polícia Militar nega que algum policial tenha disparado nesta quarta durante operações na comunidade, dominada por integrantes da facção criminosa Comando Vermelho.

Ninguém foi preso nem há registro de feridos. Os três ônibus, todos da linha 773 (Pavuna-Cascadura), foram interceptados quando trafegavam por ruas no interior da favela. Passageiros e motoristas foram obrigados a desembarcar antes que os veículos fossem incendiados. Segundo o sindicato das empresas rodoviárias do Rio, 17 ônibus já foram destruídos neste ano na capital fluminense, o que causou prejuízo de, ao menos, R$ 5 milhões.

Após o incêndio dos ônibus, um grupo formado por cerca de 30 pessoas invadiu a loja de conveniências de um posto de combustíveis, recolheu produtos e fugiu em correria. PMs passaram pelo local segundos depois, mas os ladrões se dispersaram e ninguém foi detido. Ainda de manhã, um tiroteio no Chapadão interrompeu as aulas em uma escola da Pavuna, bairro vizinho. Crianças tiveram de se proteger e foram dispensadas em seguida. O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou ao RJTV, da TV Globo, que “falta (a polícia) ocupar” o Chapadão. Ele alegou falta de pessoal e estrutura.

Buscas. Pelo segundo dia seguido, a PM realizou, em três favelas do complexo (Final Feliz, Gogó da Ema e Parque Esperança), buscas pelo corpo do soldado Neandro Santos de Oliveira, que trabalhava no 31.º Batalhão (Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste) . Ele foi parado em uma falsa blitz promovida por criminosos na segunda.

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