Marcelo Carnaval / Agência O Globo
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Moradores de favela e universitários entram em confronto com PM e depredam Uerj

Protestos simultâneos e próximos foram unificados quando estudantes souberam do conflito com os moradores; os dois grupos se uniram e invadiram ala da universidade

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

28 Maio 2015 | 21h18

RIO - Dois protestos simultâneos e próximos - de moradores de uma favela nas imediações do estádio do Maracanã, na zona norte do Rio, e de estudantes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em frente ao câmpus, situado ao lado do estádio - terminaram em confronto de manifestantes com a Polícia Militar e depredação na instituição de ensino, na noite desta quinta-feira, 28. Até as 21 horas não havia registro de feridos nem detidos.

Segundo a Polícia Militar, no final da tarde, moradores da Favela do Metrô, na Mangueira (zona norte), iniciaram um protesto contra a demolição, pela prefeitura, de quatro imóveis construídos irregularmente em áreas públicas e com risco de desabamento, segundo laudos periciais. O grupo tentava impedir que um quinto imóvel, uma igreja, também fosse destruído e, para isso, interditou a Avenida Radial Oeste, fazendo barricadas com sacos de lixo incendiados. A Polícia Militar interveio e usou bombas de gás para liberar a pista.

Perto dali, alunos da Uerj estavam reunidos para protestar contra as condições da instituição, cuja rotina está tumultuada há mais de um mês por causa da crise financeira enfrentada. Sem receber salários, funcionários terceirizados da área de limpeza deixaram de prestar serviços.

Os estudantes souberam do confronto entre a Polícia Militar e os moradores da favela e foram até o local, envolvendo-se no conflito. Os dois grupos se uniram e uma ala da Uerj foi invadida. A PM lançou bombas de gás para tentar expulsar moradores da favela de área da universidade, e houve depredação em pelo menos um prédio. A Avenida Radial Leste foi interditada pelo menos três vezes.

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