Moradores protestam contra assassinato de jovem no Rio

Rapaz de 22 anos tinha diagnóstico de autismo e, de acordo com a família, foi queimado vivo em favela da zona norte do Rio de Janeiro

O Estado de S. Paulo

28 Novembro 2015 | 20h17

RIO - Moradores da comunidade do Terreirão, na zona oeste do Rio, protestaram mais cedo, neste sábado, 28, contra a morte de Júlio Pimenta, de 22 anos, que, acreditam, foi torturado e queimado vivo por traficantes do Complexo do Chapadão, em Costa Barros, na zona norte. O rapaz tem diagnóstico de autismo. Os manifestantes mostraram faixas de luto e lamentaram a crueldade com Pimenta. Um vídeo que registrou o crime foi enviado à família, que repassou as informações à polícia.

Pimenta está sumido desde o dia 11. Ele saiu para ir a um pagode e não voltou mais, de acordo com parentes, que contaram que o rapaz não se expressa bem e tinha comportamento infantil, o que pode ter relação com o assassinato. Eles o reconheceram no vídeo, que está circulando em redes sociais, pelo rosto e pelas roupas que usava. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA).

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