Wilton Júnior/Estadão<br>
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Moradores temem dormir com avanço das chamas em Petrópolis

Fogo destruiu cerca de 2,6 mil hectares na serra fluminense; tempo seco amplia consequências das queimadas na região

Thaise Constancio , O Estado de S. Paulo

16 Outubro 2014 | 22h57

A expectativa da Defesa Civil é de que, com a ajuda federal, a situação seja controlada nos próximos três dias. “Agora temos de torcer para ver se chega um pouquinho de chuva, porque já está faltando água em São Fidélis (no norte fluminense). Aquela região está correndo sérios problemas”, disse o governador. A previsão de chuva, porém, é somente para início da próxima semana.

Na Serra dos Órgãos, o fogo já consumiu 575 hectares – o parque nacional tem 20 mil hectares. Considerando-se a área de amortecimento ao redor da unidade de conservação, foram queimados mil hectares de floresta. O chefe da unidade, Leandro Goulart, disse que, com a noite úmida, o fogo não se alastrou muito de anteontem para ontem, mas o sol voltou a aparecer ao meio-dia, ampliando as chamas.

Trinta brigadistas estão acampados perto do principal foco de incêndio. Uma aeronave que dava apoio sofreu uma pane e precisou retornar ao Rio. Veterinários e voluntários trabalham na tentativa de salvar os animais. O Parque Estadual dos Três Picos também foi atingido e perdeu cem hectares da zona de amortecimento.

Na estrada que liga Petrópolis a Itaipava, quilômetros de Mata Atlântica que beiram a rodovia foram devastados. A estrada separa residências, de um lado, da encosta em chamas, do outro. Moradora do bairro Quitandinha, Neir Maria dos Santos, de 41 anos, contou que no fim de semana teve dificuldades para respirar por causa da queimada. “O ar está muito quente e pesado nesses dias. Coloquei roupa branca no varal à noite e no dia seguinte estava preta, cheia de fuligem.”

Controle. Segundo o secretário de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, é pouco provável que os focos de incêndio evoluam. “No perímetro urbano, temos ao longo da estrada fogo na vegetação, eventualmente perto de casas, mas não tivemos nenhuma casa atingida, todos os eventos foram atendidos pelos bombeiros”, afirmou.

Na área perto da Reserva de Araras, moradores cederam a água de piscinas para ajudar no combate ao incêndio. Na cidade, os rios e córregos estão praticamente secos.

No município de Rio das Flores, no sul fluminense, também há diversos focos de incêndio.

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