Hospital Municipal Salgado Filho/divulgação
Hospital Municipal Salgado Filho/divulgação

Menina de 11 anos é morta com tiro no peito no Rio

PM diz que agentes chegavam no local para atender uma denúncia de roubo de carga, quando se depararam com os moradores carregando a criança ferida

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2019 | 16h44
Atualizado 15 de fevereiro de 2019 | 00h56

RIO - Uma menina de 11 anos morreu, após ser baleada no peito no Condomínio Morar Carioca, no bairro Triagem, zona norte do Rio, na tarde desta quinta-feira, 14. Segundo a Secretaria de Polícia Militar, uma equipe chegava à área para atender denúncia sobre roubo de cargas e flagrou moradores carregando a criança ferida. A mãe da vítima diz que a PM entrou na favela atirando. 

Conforme a Secretaria de Polícia, a equipe da PM prestou socorro à garota, Jenifer Cilene Gomes, e a encaminhou para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, zona norte carioca. A vítima já chegou sem vida à unidade médica. 

“Minha filha estava na porta do meu bar, conversando com quatro crianças. De repente, saíram quatro disparos, e ela virou pra mim: ‘Mãe, eu tô baleada’”, contou, aos prantos, a comerciante Katia Cilene, na frente do hospital. “Não tinha tiroteio. Quando socorreram a minha filha, não tinha tiroteio. Porque os quatro canas (policiais) estavam vindo lá do ferro-velho. Mas de onde surgiu esse tiro? Não tinha bandido, não tinha ninguém armado”, disse ela. “Eu não tenho arma, ninguém tem arma na minha família. Alguém foi, não foi?” 

Revoltados com a morte, moradores tentaram impedir o fluxo nas vias da região, atirando objetos e lixo nas ruas, porém foram contidos por policiais, segundo a assessoria da PM. Um ônibus chegou a ser queimado perto do local. “A situação foi estabilizada e a circulação de veículos normalizada”, informou a PM, em nota.

Ainda conforme a PM, a equipe fez varredura no local e encontrou um homem baleado, carregando mochila com entorpecentes e uma pistola calibre 380. “Vale ressaltar que não havia operação policial na localidade.”/COM AGÊNCIAS

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