Morre Rose Marie Muraro, uma das pioneiras da luta feminista no Brasil

Intelectual nasceu praticamente cega, mas conseguiu estudar - cursou Física - e escreveu 44 livros

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

21 de junho de 2014 | 20h14

RIO - A escritora Rose Marie Muraro, uma das principais representantes do movimento feminista no Brasil, morreu na manhã deste sábado, 21, aos 83 anos, no Hospital São Lucas, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Ela estava internada no CTI da unidade de saúde desde o dia 12.

Rose tinha câncer na medula óssea havia mais de dez anos e, no dia 15, entrou em coma e desenvolveu uma infecção respiratória. Ela será velada a partir das 8 horas de hoje no cemitério Memorial do Carmo, no Caju, na zona norte da cidade, e cremada às 16 horas. Rose tinha 5 filhos e 12 netos.

A intelectual nasceu praticamente cega, mas conseguiu estudar - cursou faculdade de Física - e escreveu 44 livros. Nas décadas de 1970 e 1980, foi pioneira ao liderar o movimento feminista no País.

Rose também atuou como editora, tendo publicado mais de 1,6 mil livros nas editoras Vozes e Rosa dos Tempos. Trabalhou com Leonardo Boff durante 17 anos, de quem se tornou amiga pessoal.

Em texto divulgado pelo Twitter, a presidente Dilma Rousseff lamentou ontem a morte de Rose: “Foi com tristeza que soube da morte de Rose Marie Muraro, ícone da luta pelos direitos das mulheres”.

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