Mortes por balas perdidas cresceu em 2007 no Rio, diz relatório

O número de vítimas não fatais também aumentou, de 205 para 258, segundo 'Relatório Temático Bala Perdida'

Felipe Werneck, de O Estado de S.Paulo,

31 de março de 2008 | 22h02

Pelo menos 21 pessoas morreram atingidas por balas perdidas em 2007 no Estado do Rio, ante 19 em 2006. O número oficial de vítimas não fatais também aumentou no período, de 205 para 258, segundo o "Relatório Temático Bala Perdida", divulgado nesta segunda-feira, 31, pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão vinculado à Secretaria de Segurança do Rio. Os dados indicam a capital como a região onde foi verificada a maior incidência, com aumento de 19,4% dos registros no período - de 186, dos quais 17 fatais, para 222, também 17 fatais. Os números de 2007 mostram que os homens representaram 76% das vítimas fatais e 78% das não fatais no Estado. A distribuição da população no Rio é de 48% de homens, segundo o Censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Do total de homicídios dolosos registrados no Estado em 2007 (6.133), 70,9% (4.351) foram feitos com arma de fogo. As mortes por bala perdida representaram 0,5% dos casos. Das 21 vítimas, duas eram crianças com até 11 anos, três eram adolescentes de 12 a 17, três tinham de 18 a 29, sete, de 30 a 59 anos, três mais de 60 e em três casos a idade não foi informada. A maioria dos casos (15) ocorreu em via pública, dois foram registrados no interior de residências, dois em estabelecimentos comerciais e outros dois em local não informado. Um deles ocorreu durante o Réveillon na Praia de Copacabana. Em 9,5% dos casos (2) foi relatada a ocorrência de operação policial perto do local, e em 4,8% (1), a de "confronto policial". Não existe a categoria "bala perdida" na tipificação adotada pelas delegacias de Polícia Civil, e o relatório é resultado de uma análise dos registros de ocorrência. Segundo a assessoria de imprensa do ISP, o diretor-presidente do instituto, Mário Sérgio Duarte, estava viajando e não comentaria a pesquisa.

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