Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

MP pede esclarecimento sobre inquérito que investiga morte de dançarino

Promotoria quer saber por que não havia furos na camiseta de Douglas Rafael da Silva Prereira, o DG, se ele foi morto a tiros; crime aconteceu em abril de 2014 no morro Pavão-Pavãozinho

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

12 Março 2015 | 18h23

RIO - O Ministério Público do Rio devolveu à Polícia Civil nesta quinta-feira, 12, o inquérito que investiga a morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, morto em 22 de abril de 2014, quando tinha 22 anos, no morro Pavão-Pavãozinho, em Ipanema (zona sul do Rio). A instituição afirma que há pontos não esclarecidos na investigação e determinou o prazo de 15 dias para que a Polícia Civil preste informações ao órgão.

No dia 3 de março, o delegado Gilberto Ribeiro, da 13ª DP (Ipanema), anunciou a conclusão do inquérito e o indiciamento de sete policiais. O soldado Walter Saldanha Correa Júnior foi acusado de cometer homicídio doloso qualificado por ter atirado contra DG. Outros seis policiais (quatro que estavam com Correa Júnior no momento em que ele atirou e dois que encontraram o corpo de DG horas depois) foram indiciados por prevaricação e falso testemunho.

Para a 15ª Promotoria de Investigação Penal, no entanto, é necessário que os peritos da Divisão de Homicídios, responsáveis pelo laudo de reprodução simulada, esclareçam dúvidas. Uma das explicações requisitadas é por que a camisa do dançarino não apresenta nenhuma perfuração, se, conforme o laudo de exame cadavérico, o corpo foi perfurado e existem orifícios de entrada e de saída da bala.

O prazo de 15 dias para que as dúvidas sejam esclarecidas começará a contar do recebimento do inquérito.

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