MP-RJ investiga evolução patrimonial de comandante da PM

Um dos presos na Operação Amigos S.A. disse ter ouvido que oficiais eram obrigados a pagar R$ 15 mil ao Estado-Maior da PM

Tiago Rogero, O Estado de S. Paulo

23 de setembro de 2014 | 13h41

RIO - O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) pediu à Corregedoria Geral Unificada (CGU) das polícias que investigue a evolução patrimonial do atual comandante geral da Polícia Militar do Rio, coronel José Luis Castro Menezes. Em depoimento ao MP-RJ, um dos 24 PMs presos na semana passada na Operação Amigos S.A. afirmou ter ouvido de oficiais presos na ação que todos os batalhões do Rio eram obrigados a pagar R$ 15 mil ao Estado-Maior da PM.

Em nota, o MP-RJ informou que "a Promotoria de Justiça junto à Auditoria Militar requisitou a instauração de procedimento investigatório e sindicância patrimonial pela CGU, para apurar o declarado pelo colaborador na Operação Amigos S.A.". O depoente, que não teve o nome revelado, foi beneficiado pela delação premiada e solto após o depoimento. O teor do relato foi revelado pelo RJ TV, da TV Globo.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que "o comando da Polícia Militar reiterou a sua indignação com o relato do policial militar e informa que as investigações terão seu total apoio, esperando que os envolvidos sejam punidos com rigor".

Também em nota, a Secretaria Estadual de Segurança informou que "sempre pautou suas ações em cima de provas concretas". "É importante ressaltar que a investigação foi feita pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança e que 24 policiais militares e um mototaxista foram presos. Nós temos total interesse em atribuir culpa a quem realmente a tiver", informou.

Na semana passada, o governador do Rio e candidato à reeleição, Luiz Fernando Pezão (PMDB), absteve-se da decisão de demitir ou não o comandante da PM, após a operação que desarticulou a quadrilha de PMs denunciados por cobrar propina de moradores e comerciantes na zona oeste do Rio. Segundo Pezão, a decisão deve partir de seu secretário de Segurança, José Mariano Beltrame.

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