Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Mulher atingida por bala perdida na Maré foi morta por fuzil

Tiro partiu de longa distância e atingiu cabeça de vítima; exame balístico só será feito após comprovação de haver militares no local

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

15 de abril de 2015 | 12h32

RIO - A bala perdida que matou a dona de casa Cláudia Rocha, de 44 anos, na comunidade Vila do João, no Complexo da Maré, zona norte do Rio de Janeiro, na noite desta terça-feira, 14, foi um projétil de fuzil, concluíram peritos da Polícia Civil. De acordo com investigadores da Delegacia de Homicídios da Capital Fluminense, o tiro partiu de uma longa distância, atingindo a mulher na cabeça, na altura dos olhos, mas sem transfixá-la. 

Os peritos acreditam que a bala ainda esteja alojada na cabeça da vítima. O exame de confronto balístico só será feito caso seja comprovado que os militares estavam próximos ao local onde a comerciante morreu.

Três militares do Exército, integrantes da Força de Pacificação da Maré, já foram ouvidos, e negaram estar na localidade em que Cláudia morava. O exército informou nesta terça-feira que militares da Força de Pacificação estavam em patrulhamento quando foram atacados por bandidos, que teriam disparado com fuzis e pistolas, e teriam então que revidar. 

Segundo a Polícia Civil, mais testemunhas ainda podem ser convocadas a prestar depoimentos sobre o caso. Desde o dia 1º de abril, a Força de Pacificação vem sendo substituída pela Polícia Militar em comunidades da Maré (até agora, nas Favelas Roquete Pinto e Praia de Ramos).

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