Arquivo pessoal
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Mulher leva tiro no Rio, mas é ‘salva’ por celular

Segundo um parente, aparelho teve ‘perda total’, mas vítima nem precisou ir ao hospital; UPP confirmou que houve confronto

Elisa Clavery, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2017 | 19h50

Uma mulher foi salva de um tiro na manhã deste sábado, 24, por conta de um celular que estava no bolso da sua bermuda. A estudante e vendedora Elida da Silva, de 25 anos, estava na Rua Antônio Austregésilo, no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, quando foi atingida. A informação foi divulgada pelo jornal "Voz da Comunidade" e confirmada pelo Estado. A Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) confirmou que houve troca de tiros no local. 

Segundo o segurança Eder Queiroz, 33, cunhado da vítima, Elida estava na loja de seu pai quando, por volta das 10h, sentiu o impacto do tiro e pensou que tivesse sido atingida. O local do ferimento, porém, só ficou vermelho e a estudante nem precisou ir ao hospital.

"O celular foi perda total, mas ela não precisou ir ao hospital", diz o parente da vítima. "Ela ficou muito nervosa, achou que tinha sido atingida. Foi um livramento de Deus mesmo."

Queiroz disse que o tiroteio era entre policiais da UPP e traficantes. O segurança lamenta que isso faça parte da rotina do local. "A gente sabe que a qualquer hora vai acontecer. É a rotina de sempre mesmo", disse.

O comando da UPP Fazendinha confirmou, por meio de nota, que policiais faziam patrulhamento pela rua Austregésilo. Segundo a UPP, "criminosos armados atiraram contra a guarnição, por volta das 10h deste sábado. Houve confronto e os marginais fugiram". A nota informa, ainda, que não há registro de feridos e que ninguém foi preso, até o momento.

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