Mulher morre após suposto aborto clandestino no Rio

Grávida de quatro meses e meio, mulher teria ido sozinha fazer um aborto clandestino no Jacarezinho, na zona norte, na última quinta, 9

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

15 de julho de 2015 | 22h37

A Polícia Civil do Rio investiga a morte de Tatiana Camilato, de 31 anos, que estava grávida de quatro meses e meio. Segundo a família, por volta das 15h30 da última quinta-feira, 9, ela saiu de casa, em Parada de Lucas (zona norte), para fazer um aborto clandestino no Jacarezinho, na mesma região. Como foi sozinha, não se sabe o que houve, até que ela foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Engenho Novo, também na zona norte, e morreu na sexta-feira, 10.

Familiares narraram à polícia que Tatiana já tinha três filhos (de 9, 12 e 13 anos), engravidou sem querer e, solteira, decidiu-se pelo aborto. Só contou a uma sobrinha e a amigas. Pelo procedimento pagaria R$ 650. Saiu de casa levando o dinheiro e um absorvente anti-hemorrágico.

Sinais no corpo de Tatiana indicam que ela brigou com alguém. “No Instituto Médico Legal e depois, no enterro, a gente via que ela estava arranhada, com um corte na testa. A funerária colou a boca dela para não vermos que ela estava com os dentes muito quebrados, alguns faltando”, contou Daniele Camilato, irmão de Tatiana, ao site de notícias G1. O laudo do IML vai indicar o que houve.

Tatiana foi levada à UPA por uma mulher que se apresentou usando nome e telefone falsos. A pessoa afirmou aos agentes de saúde que havia encontrado Tatiana na rua, passando mal, e decidiu acompanhá-la à unidade. A família não acredita nessa versão, e supõe que a mulher seja uma das responsáveis pelo procedimento abortivo. Tatiana chegou à UPA com sua bolsa, mas os R$ 650 e seu telefone celular sumiram.

A 25ª DP (Engenho Novo) investiga o caso e já começou a ouvir familiares de Tatiana.

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