Mulher morre após ter o carro atingido por 40 tiros em São Gonçalo

Marido está internado em estado grave; a Polícia Civil não descarta a hipótese de execução

O Estado de S. Paulo

25 Agosto 2015 | 08h57

Atualizada às 18h05

RIO - Uma mulher morreu e seu marido está hospitalizado em estado grave após o casal ser alvejado por criminosos em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, no fim da noite desta terça-feira, 25. O carro onde estavam foi atingido por 39 tiros de fuzil - 10 só no vidro da frente. A representante comercial Eliana Guerreiro Mascarenhas, de 60 anos, estava no banco do carona, atingida, foi levada para o Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo. Mas não resistiu aos ferimentos. Roberto dos Santos Melandre, de 56, está internado na mesma unidade. Seu estado é considerado muito grave, informou a Secretaria Estadual de Saúde.

As vítimas ocupavam um Chevrolet Spin branco, e seguiam pela Rua Felipe Mascarenhas. Seu destino era um posto de combustíveis na região, onde buscariam uma amiga. A Polícia Civil diz que existe a hipótese de Eliana e Melandre terem sido confundidos com outro alvo. De acordo com testemunhas, dez criminosos teriam chegado em três carros e duas motos e, fortemente armados, iniciaram os disparos. Nenhum pertence do casal foi roubado. Os investigadores vão agora analisar imagens do posto de gasolina que fica em frente ao local do crime. 

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. A perícia foi realizada nesta terça e detectou que armas foram disparados contra o veículo tiros de fuzis AR 15 e AK 47. O local onde o casal foi alvejado fica entre duas comunidades de São Gonçalo dominadas pelo tráfico de drogas, a favela da Alma e a favela do Miriambi.

Em entrevista à Rede Globo, o filho das vítimas, o motorista Marcelo Mascarenhas, de 40 anos, disse que a família estava pensando em se mudar por causa da violência. "Já estávamos conversando a respeito e estávamos tomando algumas decisões para poder sair, porque não está dando para sobreviver no Rio. E aqui em São Gonçalo, Niterói, Itaboraí, Baixada Fluminense está abandonado. Hoje a gente está entre duas áreas perigosas. É briga constante e a gente fica no meio, fogo cruzado", lamentou Mascarenhas.

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