MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO
MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO

Mulheres de policiais seguem no terceiro dia de protesto em batalhões no Rio

Para evitar conflito, policiais foram orientados a seguir diretamente para UPPs, cabines da PM e para circular nas ruas

Fernanda Nunes, O Estado de S. Paulo

12 Fevereiro 2017 | 07h53

Mulheres de policiais militares do 6o. Batalhão, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, bloquearam carros que levavam PMs sem uniforme e armas no banco de trás. A intenção das mulheres era evitar que eles trabalhassem desprepados e em situação de insegurança. 

"O coronel do 6o batalhão está designando eles (policiais) para ir para a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) sem colete e sem arma. Eles têm que assumir no 6o batalhão. As fardas deles estão lá. O coronel está colocando os nossos policiais para morrer lá em cima na UPP. As viaturas estão vindo buscar na esquina de banco, de padaria", afirmou Laila, mulher de policial que não quis se identificar. Ela e outras quatro mulheres de policiais bloquearam a saída de uma viatura nas proximidades do batalhão.

Este domingo, 13, é o terceiro dia de protesto de familiares de PMs nas portas de batalhões da cidade do Rio. Elas protestam pelo pagamento de salários e benefícios atrasados, impedindo que os policiais de plantão saiam para as ruas, com exceção dos que trabalham por mais de 24 horas. 

Em resistência ao movimento, os policiais passaram a ser orientados para seguir diretamente para as UPPs nas favelas, para cabines da PM e para circular nas ruas. Os carros da PM pegam os policiais nas esquina próximas ao batalhão. Os PMs que tentaram se apresentar no batalhão foram impedidos por dois policiais mantidos na porta do batalhão. 

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