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'Não há vacina contra corrupção', diz secretário do Rio

José Mariano Beltrame lamentou o envolvimento de policiais militares com corrupção; chefe do COE foi preso nesta manhã

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

15 de setembro de 2014 | 14h43

RIO - O secretário estadual de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, disse na manhã desta segunda-feira, 15, que lamentou o envolvimento de policiais com corrupção e afirmou que essas operações vão continuar. "Embora seja notícia triste para todos nós, é ação que tem de ser feita. Não há vacina contra a corrupção", afirmou. "Nós temos que continuar a fazer (as ações), e dando caráter exemplar a essas prisões e fazer com que essa incidência (da corrupção policial) diminua."

Beltrame participou de cerimônia de entrega de carros no Batalhão de São Gonçalo, no Grande Rio.

Sobre a prisão do coronel Alexandre Fontenelle, indicado para a chefia do Comando de Operações Especiais (COE), Beltrame disse que não interfere nas indicações do comandante da Polícia Militar e da chefia de Polícia Civil. Ele também declarou que não se pode fazer modificações na equipe durante investigações. 

"Deixo que ação de inteligência transcorra normalmente. Não se faz movimentos enquanto você tem operação em andamento. Você tem que deixar que ela se esgote", afirmou.

De acordo com o secretário, as provas reunidas contra o grupo de 24 policiais, entre eles seis oficiais, parecem ter "bastante substância". "É uma operação que já sai com denúncia (feita pelo Ministério Público) e prisão de 30 dias", disse Beltrame.

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