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Fabio Gonçalves/Agência O Dia
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Não havia operação no Alemão quando criança foi morta, diz PM

Comandante afirma que suspeitos serviam de guia para equipe do Choque; policiais farão avaliação psicológica

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

09 de abril de 2015 | 22h26

RIO - O comandante da Polícia Militar do Rio, coronel Alberto Pinheiro Neto, disse que não houve operação policial no Morro do Alemão, no dia 2, quando Eduardo de Jesus, de 10 anos, foi morto com um tiro na cabeça. Os dois policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) suspeitos da morte serviam de guia para a equipe do Batalhão de Choque, de acordo com a nova versão.

“Não houve operação policial, mas um simples deslocamento no terreno para a tropa se estabelecer em outro ponto”, afirmou ele, que evitou comentar detalhes da investigação, como se houve confronto com traficantes ou se os policiais estão sendo investigados por alteração de provas.


Em depoimento, os PMs disseram que reagiram a ataque de traficantes. Um deles reconheceu que pode ter sido o autor do disparo que matou a criança. A mãe de Eduardo, Terezinha Maria de Jesus, disse que não houve tiroteio. Ontem, a Polícia Civil informou que ouvirá novamente cinco ou seis PMs que já prestaram depoimento, entre eles o suposto autor do disparo, que está em licença médica.

Pinheiro Neto anunciou que os 980 policiais das UPPs de três favelas do Complexo do Alemão passarão por avaliação psicológica durante treinamento de reciclagem. O programa foi iniciado após a morte do menino. Os dois PMs suspeitos pediram atendimento psicológico após a ação. “Não estamos dizendo que os policiais estão fora de controle, que há uma epidemia. O policial que está com problema, sintomas de estresse pós-traumático, tem todo o direito de procurar atendimento.”

Medo. Diferentemente do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), que disse que haverá reocupação do Alemão, Pinheiro Neto afirmou que as UPPs estão sendo reorganizadas. “Estamos iniciando um freio de arrumação no processo de ocupação.” A avaliação é de que as tropas estavam “fragilizadas”, sem bases seguras e sob forte estresse por causa dos ataques. “Verificamos que em algumas havia medo, desconfiança entre a polícia, entre a comunidade. Onde há medo não é possível fazer política de proximidade”, disse o chefe do Estado Maior, coronel Robson Rodrigues. / COLABOROU DANIELLE VILLELA

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