Marcelo Carnaval / Ag. O Globo
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Paes: 'Não vamos tratar delinquentes como problema social'

Prefeito do Rio de Janeiro atribuiu os arrastões na cidade à 'falta de autoridade' dos órgãos públicos

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

22 Setembro 2015 | 17h57

RIO - O prefeito Eduardo Paes fez nesta terça-feira, 22, um discurso duro contra os arrastões na cidade, que atribui à "falta de autoridade" dos órgãos públicos. "Nós não vamos tratar delinquentes e marginais, que vão para as ruas fazer baderna, como problema social. É um problema de segurança pública. O clima de terror que se espalha não é privilégio dos moradores da zona sul. Atrapalha todos os cariocas que frequentam as praias da cidade. Não estamos tratando da imagem internacional da cidade ou de turistas. A praia é o espaço mais democrático do Rio", afirmou Paes, em entrevista convocada para tratar exclusivamente do assunto.

O prefeito rechaçou associação entre a condição econômica dos jovens autores de roubos e de sua conduta. "Isso é uma postura desrespeitosa com as pessoas mais pobres. Eu não vou colocar assistente social para conversar com um sujeito com pau na mão. Não nos cabe fazer antropologia e sociologia. Não vamos justificar (os assaltantes) com os problemas sociais do Brasil. Você não vê isso acontecer na Avenida Paulista nem nas praias de Pernambuco ou de Alagoas. Isso é falta de autoridade. Autoridade não está se fazendo presente", afirmou Paes.

Ainda esta tarde, representantes da Guarda Municipal vão se reunir com o secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, para tratar da questão dos arrastões. Segundo Paes, a Guarda Municipal irá apoiar a polícia "dentro de suas limitações". "Não é possível ter um jovem trepado no teto do ônibus e dizer que isso é vulnerabilidade social. Lá em casa, não é."


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