No Rio, 27 mil pessoas apoiam bombeiros em passeata

Os bombeiros pedem ao governador do Estado, Sérgio Cabral, um aumento do piso salarial de R$ 950 para R$ 2 mil

Sabrina Valle, de O Estado de S. Paulo,

12 de junho de 2011 | 19h31

Cerca de 27 mil pessoas participaram neste domingo de uma passeata em favor dos bombeiros do Rio, formando na orla de Copacabana um corredor vermelho - cor símbolo da corporação. O movimento contou com apoio de militares, parentes e da população carioca, incluindo idosos e crianças, que vestiram blusas e fitas vermelhas para apoiar os manifestantes.

 

Os bombeiros pedem ao governador do Estado, Sérgio Cabral, um aumento do piso salarial de R$ 950 para R$ 2 mil, além de anistia administrativa e criminal para os homens presos após a ocupação do quartel central da corporação, há uma semana. Eles foram detidos no dia 4 e libertados durante a manhã e a tarde de hoje. A passeata começou pouco depois das 10h.

 

Parentes dos bombeiros soltaram 439 balões de gás, representando cada um dos militares presos. Os participantes manifestaram apoio ao movimento com aplausos, apitos e buzinas. Moradores da Avenida Atlântica estenderam panos vermelhos em suas janelas. "Este é um ato em apoio às reivindicações dos bombeiros e para mostrar que a população está do lado deles", disse o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP).

 

Também estiveram presentes os parlamentares fluminenses Marcelo Freixo, Janira Rocha (ambos deputados estaduais pelo PSOL), Clarissa Garotinho (deputada estadual pelo PR), Chico Alencar (deputado federal pelo PSOL), Alessandro Molon (deputado federal pelo PT), e o ex-deputado e jornalista Fernando Gabeira.

 

O capitão De Marco, um dos líderes do movimento, disse que espera marcar para amanhã (13) uma reunião com secretários e parlamentares aliados do governo para discutir as reivindicações da classe. Ele comemorou a suspensão do estado de prontidão que havia sido imposto aos homens da Polícia Militar para este domingo, o que reduziria o número de integrantes da corporação no evento.

 

"Seria mais um tiro no pé do governo. Eles perceberam que esse ato causaria mais raiva entre os policiais", afirmou. Entre 300 e 400 policiais civis apoiaram a manifestação, segundo o presidente do sindicato local da categoria, Fernando Bandeira. Policiais militares também acompanharam a passeata, ao lado de médicos, professores e movimentos estudantis de vários Estados. Carros da Polícia Militar e do Batalhão de Choque estiveram de prontidão para garantir a segurança do ato, que ocorreu pacificamente.

 

A manifestação contou com carros de som, muitas faixas e camisetas produzidas pela organização do evento. Moradores da cidade também saíram de casa para participar, reunidos em família. Crianças de colo e idosos em cadeiras de rodas também acompanharam a multidão. O casal de aposentados José e Jussara Paiva, de 83 e 82 anos, respectivamente, acompanhava a passeata de mãos dadas. "A reivindicação é justa, injusto é um salário de R$ 950", disse o José, morador de Copacabana.

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