MARCOS DE PAULA/ESTADÃO
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No Rio, garis mantêm greve e discutem piquetes

Funcionários da empresa municipal Comlurb exigem 40% de reajuste, enquanto companhia oferece 7%

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

16 Março 2015 | 16h34

RIO - Os garis do Rio de Janeiro decidiram em assembleia nesta segunda-feira, 16, manter a greve iniciada à 0 horas da sexta-feira, 13. Eles exigem 40% de reajuste salarial. A proposta inicial da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), empresa municipal que os emprega, foi de 3%; depois, chegou a 7%.

Nesta segunda-feira houve reunião no Ministério Público do Trabalho, mas a Comlurb não participou porque havia condicionado a presença de representantes da empresa à retomada do trabalho pelos garis. Como a greve foi mantida, só os garis foram à reunião, durante a qual a procuradora do Trabalho Deborah Felix afirmou que, se não for firmado acordo e a greve for julgada abusiva, a categoria pode ser prejudicada. 


Na última sexta-feira, a Justiça chegou a considerar a paralisação ilegal e determinar multa pela manutenção da greve, mas à tarde houve uma tentativa de acordo e ficou estabelecido que 75% dos garis deveriam continuar trabalhando. Segundo a Comlurb, o índice não foi respeitado: cerca de 50% da categoria continua na ativa.

"Os garis têm direito à greve, mas é preciso respeitar as regras, avisar com 72 horas de antecedência e tentar negociar", afirmou Deborah.

Na tarde desta segunda, após a reunião no Ministério Público do Trabalho, a categoria fez uma assembleia e decidiu manter a paralisação. Às 16 horas, os garis discutiam a realização de piquetes na zona sul, onde a coleta de lixo foi menos prejudicada até agora.

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