FÁBIO MOTTA/ESTADÃO
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No Rio, vale a pena sair cedo às ruas

Às 9 horas, Bola Preta já deve atrair 1 milhão

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

14 de fevereiro de 2015 | 03h00

RIO - Os blocos de carnaval, que somam 465 este ano, já enchem as ruas do Rio. Mas é a partir de deste sábado, 14, que se multiplicam para valer. Tanto o folião que não se incomoda com o gigantismo de grupos tradicionais, como o Cordão da Bola Preta, que sai na manhã deste sábado, quanto aquele que prefere os blocos menos conhecidos têm muitas opções para se divertir. A prefeitura estima que 5 milhões de pessoas brinquem nas ruas até o fim de semana que vem. 

Nesta sexta, 13, a folia começou cedo em Santa Teresa, com a apresentação do bloco das Carmelitas. Houve espaço para um bloco de pernaltas e para outro de baianas, trajando véus de freira. Mais de 10 mil pessoas acompanharam o cortejo que celebrou as “bodas de prata” (25 anos) das Carmelitas.


Neste sábado, o dia começa cedo, com o Céu na Terra, às 8 horas, em Santa Teresa, na zona sul. Com marchinhas e sambas de Noel Rosa, é um bloco que vale a pena o incômodo do despertador tocando em pleno carnaval. Da mesma forma, quem se vestir de preto e branco para seguir o Bola Preta, pilar da folia carioca há 97 anos, com estimativa de 1 milhão de pessoas, deve chegar antes das 9 horas à Rua Primeiro de Março, esquina com Rua do Rosário. O desfile será na Avenida Presidente Antônio Carlos, pois a Rio Branco fechou para obras. A Banda de Ipanema, o Empolga às 9 e o Bloco dos Barbas saem à tarde. 

Neste domingo, quem não precisa se guardar para os desfiles do Sambódromo pode começar o dia no Bangalafumenga, às 10 horas, no Aterro do Flamengo, perto do Museu de Arte Moderna (MAM). O grupo foi um dos que abraçaram o carnaval espontâneo de rua na revitalização do início dos anos 2000, e atrai 100 mil pessoas. O Simpatia é Quase Amor (Ipanema, zona sul), de tamanho parecido, sai à tarde, como o Laranjada Samba Clube, em Laranjeiras, zona sul. O dia tem os blocos temáticos Toca Rauuul, com repertório de Raul Seixas, no centro, e o Thriller Elétrico, que adiciona Michael Jackson ao samba, em Vila Isabel, zona norte. 

Crianças e tranquilidade. Para quem tem filhos carnavalescos, o dia para brincar é segunda-feira, quando saem o Largo do Machadinho, mas não largo do suquinho (Largo do Machado) e a Bandinha de Ipanema ( Praça General Osório, Ipanema). São blocos tranquilos. No Aterro, o Sargento Pimenta, que toca Beatles em ritmo de maracatu, samba, maxixe, afoxé e funk, tem fãs fiéis. O Aconteceu, em Santa Teresa, e o Balança meu Catete, são opções confortáveis por serem relativamente pequenos. 

Na terça-feira, o Rio Maracatu (Ipanema), o Bloco das Pin-ups (centro), a Galinha do Meio Dia e o Meu Bem, volto já (ambos em Copacabana) são para quem não quer aperto. Já a Orquestra Voadora espera 90 mil pessoas no Aterro, ao som de samba, rock e pop. 

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