Marcos Arcoverde / Estadão
Marcos Arcoverde / Estadão

Obras de contenção no Museu Nacional devem ser iniciadas nesta segunda-feira

Prédio deverá ser cercado por tapumes para começar os procedimentos que visam manter a estrutura segura

O Estado de S.Paulo

10 Setembro 2018 | 08h08

BRASÍLIA - Uma semana após o incêndio que destruiu quase 90% do acervo do Museu Nacional do Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, o prédio deverá ser cercado nesta segunda-feira, 10, por tapumes para dar início às obras de contenção e procedimentos para manter a estrutura segura.

Para terça-feira, são esperados os técnicos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) que auxiliarão nos trabalhos.

As informações foram confirmadas pela vice-diretora do Museu Nacional, Cristiana Serejo. O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher, informou que a Unesco ofereceu especialistas que já trabalharam em situações pós-tsunamis e outros desastres para ajudar na remoção dos escombros. Na semana passada, autoridades federais confirmaram a colaboração do organismo internacional.

Com a colocação dos tapumes, começam as obras de contenção e outros procedimentos para manter a estrutura do palácio segura e permitir mais buscas em meio aos escombros na tentativa de localizar peças do acervo que tenham resistido ao fogo. Uma equipe de especialistas, sob o comando de arqueólogos do museu, realizará esse trabalho com apoio de engenheiros contratados para garantir a segurança nos escombros.

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De acordo com Cristiana, o grupo de especialistas é formado também por museólogos do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e já está trabalhando no interior do prédio.

Etapas

A vice-diretora afirmou que os trabalhos são realizados em duas frentes: uma estrutural e uma de resgate do acervo. A expectativa é de que no decorrer desta semana sejam liberados R$ 10 milhões do Ministério da Educação para ações emergenciais na segurança do prédio.

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A UFRJ prepara um termo de referência, com a relação dos serviços mais necessários nesta etapa emergencial.

Segundo Cristiana, o museu aceitará também doações de outras instituições. Contatos com essa finalidade já estão sendo feitos pela direção da instituição. “O Museu Nacional está tentando se organizar”, afirmou ela. / AGÊNCIA BRASIL

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