Ocupação militar na Maré é estendida por tempo indeterminado

Forças Armadas são responsáveis por segurança no conjunto de favelas do Rio de Janeiro desde 5 de abril e ficariam até 31 de julho

Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

29 de julho de 2014 | 13h09

RIO - A presença das Forças Armadas no Complexo da Maré (zona norte), onde vivem 130 mil pessoas, será estendida por tempo indeterminado, informou nesta terça-feira, 29, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, depois de se reunir com o governador Luiz Fernando Pezão, o ministro da Defesa, Celso Amorim, e autoridades do Comando Militar do Leste e da Secretaria de Segurança Pública. 

O Exército é responsável pela segurança no conjunto de 15 favelas desde 5 de abril. A Garantia da Lei de da Ordem (GLO), que dá poder de polícia ao Exército, terminaria nesta quinta, mas será prorrogada pela presidente Dilma Rousseff. Está marcada para o dia 11 de agosto uma nova reunião em que será definido o cronograma de transição até que a Maré seja ocupada totalmente pelas forças policiais do Estado do Rio.

“Nossa avaliação é que a ação é muito bem sucedida e por isso entendemos a necessidade de prorrogação. Vamos prorrogar a ação por mais alguns dias, mas já discutindo a transição”, afirmou Cardozo. Segundo Amorim, a ocupação da Maré conta com 2.400 militares das Forças Armadas. Os ministros informaram que, para as eleições de outubro, vários Estados receberão reforço federal, mas esclareceram que essa iniciativa não significa necessariamente que as forças de segurança ficarão na Maré por mais três meses.

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