Governo do Rio de Janeiro/Divulgação
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Corregedoria da PM determina prisão de 8 suspeitos de tortura

Jovens contaram em depoimento que foram obrigados a ficar nus e que foram agredidos e assaltados por policiais de UPP no centro

O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2015 | 19h31

RIO - A Corregedoria Interna da Polícia Militar do Rio de Janeiro determinou a prisão disciplinar dos oito policiais militares envolvidos em um caso de tortura e roubo contra quatro jovens na noite de Natal. Os agentes são da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Coroa/Fallet/Fogueteiro, em Santa Teresa, na região central da capital.

De acordo com a Polícia Judiciária Militar, responsável pelo inquérito, as imagens das câmeras das viaturas "apontam fortes indícios de cometimento de crime militar".

O grupo de jovens voltava de uma festa na comunidade Santo Amaro, no Catete, na zona sul, quando foi abordado pelos policiais. Eles relataram agressões com socos e mostraram ferimentos na pele que teriam sido provocados por uma faca quente. 

Em depoimento prestado na 6° Delegacia de Polícia (Cidade Nova), os jovens contaram que foram roubados e obrigados a ficarem nus no meio da rua. Um deles disse que foi forçado a praticar sexo oral no amigo enquanto era filmado por um policial.

Os oito policiais cumpriram prisão administrativa, de 72 horas, e foram liberados na segunda-feira, 28. A Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) informou que o pedido de prisão disciplinar justifica-se agora pela necessidade de aprofundamento das investigações do Inquérito Policial Militar (IPM) que foi instaurado.

Segundo a CPP, os policiais permanecerão presos e vão responder perante as Justiças Comum e Militar. Eles também responderão a Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que pode resultar na expulsão da polícia.

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