Fabio Motta / Estadão
Fabio Motta / Estadão

Ciclone extratropical provoca ressaca e ondas gigantes inundam a orla do Leblon

Ondas, que chegaram a 4 metros de altura, causaram estragos em um dos endereços mais cobiçados do Rio

Daniela Amorim, O Estado de S. Paulo

29 Outubro 2016 | 10h30

RIO - Ondas gigantes inundaram a orla do Leblon, um dos endereços mais cobiçados do Rio, na madrugada deste sábado. Uma forte ressaca levou à interdição total da Avenida Delfim Moreira, considerada o trecho mais nobre da zona sul da cidade. O fenômeno foi provocado por um ciclone extratropical, que teve origem na região Sul e avança pelo mar em direção ao Nordeste do País.

A água invadiu quiosques, danificou o deque do mirante do bairro, arrastou peças de mobiliário e alcançou alguns edifícios, que tiveram as portas de garagens destruídas. O asfalto amanheceu coberto de areia, impedindo a passagem dos carros. O trânsito foi interditado nos dois sentidos da avenida litorânea, entre a rua Bartolomeu Mitre e o Jardim de Alah, segundo o Centro de Operações da Prefeitura. Uma equipe de garis da Comlurb trabalhava na limpeza do local.

A Marinha do Brasil emitiu aviso de ressaca em todo o litoral do Rio até 10h de segunda-feira (31). Segundo o informe, as ondas alcançariam entre 2,5 metros e 4 metros de altura até a noite de sábado, mas poderiam atingir ainda 3 metros até a manhã de segunda.

“Esse ciclone extratopical já está no litoral do Espírito Santo, a frente fria vai passando, e vai causando a ressaca por onde passa. Mas já está começando a perder força”, explicou o meteorologista Thiago Souza, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), lembrando que o fenômeno climático pode começar agora a ter reflexos na região Nordeste.

Aos banhistas é recomendado que evitem o banho de mar e a prática de esportes marinhos nas áreas afetadas, além de respeitarem a sinalização implementada aos guarda-vidas na orla da cidade.

Parte da ciclovia Tim Maia, também na orla, foi interditada preventivamente na noite de sexta-feira, no trecho entre São Conrado e Barra da Tijuca. "A medida foi tomada devido ao registro de ondas com mais de dois metros e período de pico maior do que 15 segundos, um dos protocolos para o fechamento da ciclovia. Agentes da Defesa Civil e da Guarda Municipal atuam no local e equipes do Centro de Operações e do Alerta Rio monitoram as condições do tempo", informou o Centro de Operações da Prefeitura, em nota.

Em abril, parte da ciclovia desabou após ser atingida por ondas de ressaca, entre Leblon e São Conrado, causando a morte de duas pessoas.

 

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