Facebook/Reprodução
Facebook/Reprodução

Ônibus são incendiados no Rio em protesto pela morte de menino

Moradores fecharam avenida e a circulação do BRT foi interrompida; Ryan Gabriel foi baleado durante confronto no Morro do Cajueiro

Constança Rezende, O Estado de S. Paulo

28 de março de 2016 | 15h34

RIO - Dois ônibus e uma estação dos ônibus do BRT foram incendiados na tarde segunda-feira, 28, em Madureira, na zona norte do Rio. A ação faz parte de um protesto de pelo menos 100 moradores do Morro do Cajueiro pela morte de Ryan Gabriel, de 4 anos. O menino foi atingido por uma bala no peito em tiroteio entre traficantes de facções rivais, na tarde deste domingo, 27. Durante o protesto, os moradores também fecharam os dois sentidos da Avenida Ministro Edgard Romero, a mais importante do bairro. Lojas foram obrigadas a fechar.

Como medida de segurança, o serviço do BRT Transcarioca foi interrompido. “Vândalos destruíram a estação Otaviano e incendiaram a estação Vila Queiroz e um ônibus articulado do sistema. Transcarioca. Por causa da falta de condições de segurança à altura da estação Madureira/Manaceia, os serviços do corredor Transcarioca entre a estação Madureira/Manaceia e Galeão estão temporariamente interrompidos. Assim, as linhas Galeão x Alvorada - Semidireto, Fundão x Madureira -, Parador e Fundão x Alvorada - Expresso estão inativos”, informou, por nota, o consórcio do BRT. O outro ônibus queimado não é do sistema BRT.

Ryan Gabriel foi atingido enquanto brincava no portão da casa da avó, na favela. Bandidos do Morro da Pedreira teriam tentado uma invasão. A criança foi levada para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, também na zona norte, mas morreu na manhã desta segunda-feira.

Uma adolescente de 17 anos foi baleada nas duas pernas e está internada no Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, zona oeste. Ela passará por uma cirurgia. O tiroteio começou por volta das 16 horas do domingo de Páscoa. Os dois morros ficam no mesmo bairro.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.