Operação contra tráfico prende 13 em região dominada pelo CV

Detenções foram realizadas nos morros do Castelo, Marca Tempo e Horto e no bairro do Fiteiro, na cidade de Itaperuna

Thaise Constancio, O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2014 | 15h28

RIO - Treze pessoas foram presas por envolvimento com o tráfico de drogas na cidade de Itaperuna, no noroeste fluminense. A operação das polícias Civil e Militar e do Ministério Público do Rio (MPRJ) foi realizada nos morros do Castelo, Marca Tempo e Horto (conhecido como morro do Cristo) e no bairro Fiteiro, dominados pela facção Comando Vermelho (CV).

Durante a Operação Gólgota foram presos os traficantes Charles da Silva, conhecido como "Charlinho" ou "CH" e Saulo Silva dos Santos, conhecido como "Saulinho", "Burro" e "Patati", apontados como gerentes do tráfico de drogas. Eles dividiam o posto de segundo homem na hierarquia da quadrilha.

Segundo o MPRJ, foram cumpridos 11 mandados de prisão preventiva expedidos por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Outras duas pessoas foram presas em flagrante por tráfico. Também foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e encontrados drogas, dinheiro, joias e celulares usados pelos criminosos.

Os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ relatam que a quadrilha, ao longo do tempo, construiu "uma verdadeira estrutura empresarial, tendo como foco a divisão, ainda que flexível, de tarefas, em que cada membro desempenhava uma função essencial para o sucesso da empreitada".

De acordo com as investigações, os integrantes da quadrilha costumavam revezar as funções e, mesmo presos, muitos traficantes continuavam a exercer suas atividades:  levavam drogas para dentro dos presídios e mantinham a liderança das operações que ocorriam do lado de fora das prisões.

"O alto comando era bem delineado, com diversos 'cabeças' à frente da gerência e administração da quadrilha", explica a denúncia. Um dos líderes do bando era Leandro Luiz da Silva, o "Jack Chan", que coordenava a compra e venda de drogas para as bocas de fumo que estavam sob sua gerência e determinava a compra de armas. Ele foi assassinado no último domingo, 21.

As investigações também apontam que o grupo empregava ostensivamente armas de fogo dos mais variados calibres e usava menores de idade no tráfico de drogas. Os adolescentes usavam as redes sociais para comunicar suas atividades ilegais e reforçar seu vínculo com a organização criminosa.

Participaram da ação policiais militares da Coordenadoria de Inteligência, do 29º Batalhão (Itaperuna) e do Batalhão de Ações com Cães (BAC), que realizaram a operação com o Gaeco e com agentes da 143ª Delegacia de Polícia. Ao todo, 112 policiais militares e 24 civis participaram da ação.

Tudo o que sabemos sobre:
Rio de JaneiroComando Vermelho

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.