Operação investiga morte de líder comunitário na Maré

800 militares da Força de Pacificação, 5 delegados e 50 agentes da Divisão de Homicídios cumprem mandados de busca e apreensão

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

19 de novembro de 2014 | 10h37

RIO - Oitocentos militares da Força de Pacificação, cinco delegados e 50 agentes da Divisão de Homicídios fazem operação no Complexo da Maré, zona norte do Rio de Janeiro, para cumprir mandados de busca e apreensão relacionados à investigação sobre o assassinato do líder comunitário Osmar Paiva Camelo, de 54 anos, morto em setembro. 

Camelo, sargento reformado da Polícia Militar, foi assassinado dentro do prédio da Associação de Moradores do Morro do Timbau, entidade que presidia. Uma testemunha contou que um homem chegou à associação e perguntou pelo sargento. Quando ele se identificou, foi morto a tiros. 

A polícia investiga se ele foi morto em represália à defesa que fazia de instalação de Unidades de Polícia Pacificadora no complexo.

Camelo era conhecido ainda por ter transformado a casa em que morava em uma espécie de castelo, com a fachada pintada de verde, para atender ao desejo do filho, que dizia querer morar na sede da Fundação Oswaldo Cruz, um castelo em estilo mourisco. O menino tem hoje 8 anos.

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