AFP PHOTO / YASUYOSHI CHIBA
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Ordem para ataque veio de fora, afirma secretário de Segurança do Rio

Segundo o secretário de Segurança do Rio, Roberto Sá, a ordem para o ataque aos rivais partiu da “cúpula do Comando Vermelho”

Constança Rezende e Fabio Grellet, O Estado de S.Paulo

02 Maio 2017 | 23h21

RIO - Segundo o secretário de Segurança do Rio, Roberto Sá, a ordem para o ataque aos rivais partiu da “cúpula do Comando Vermelho”, que está detida em presídios federais, fora do Estado do Rio. O chefe da Polícia Civil, Carlos Leba, negou que o responsável seja Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, principal chefe do CV e atualmente preso na Penitenciária Federal de Porto Velho. 

Para reduzir o risco de que algum desses 45 presos seja alvos de tentativas de resgate, a Secretaria de Segurança organizou com o Tribunal de Justiça do Rio uma mudança na realização das audiências de custódia – procedimento obrigatório para quem é preso em flagrante. Em vez de levá-los ao fórum para que cada caso seja analisado por um juiz, como é de praxe, eles foram conduzidos diretamente ao sistema penitenciário e farão essa audiência por teleconferência nesta quarta-feira, 3.

O secretário de Segurança elogiou a ação da polícia. Ele negou que tenha havido falha dos órgãos de inteligência. “Houve uma troca de comando recente (no tráfico da favela) e sabíamos da instabilidade na região. Também sabíamos que uma facção tentaria retomar a área da outra, mas nossa informação não era exata, não indicava quando essa movimentação iria ocorrer. Hoje, soubemos assim que a tentativa começou, e a polícia foi muito bem-sucedida ao interceptar”, elogiou Roberto Sá. 

O secretário também negou que tenha havido falha da PM ao não impedir a queima dos veículos e o saque da carga. “Tenho 34 anos de profissão e há pelo menos 25 conheço essa estratégia de queimar ônibus para desviar a atenção das forças de segurança e causar tumulto. Quem planeja um crime não pode ser punido, só pode ser preso quando tenta praticá-lo. A PM não consegue adivinhar a intenção das pessoas, se elas vão ou não incendiar o veículo.

Sá também reclamou das condições de trabalho dos policiais. “Mesmo sem receber 13.º salário, sem (receber os adicionais relativos a) metas e RAS (Regime Adicional de Serviço), os policiais estão nas ruas dando a vida.”

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