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Paes tentará cobrir deficiência do Estado do Rio na saúde, mas sem emprestar dinheiro

Prefeitura do Rio emprestou R$ 100 milhões no fim do ano passado; Paes diz que contribuição virá agora do reforço à capacidade de atendimento em hospitais municipais

Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

03 Abril 2016 | 13h35

RIO - A prefeitura do Rio de Janeiro não vai mais emprestar dinheiro para ajudar o governo do Estado a enfrentar a crise na saúde. Segundo o prefeito Eduardo Paes, a contribuição dada no fim do ano passado, de R$ 100 milhões para dois hospitais da Zona Oeste da cidade, não vai mais se repetir. O auxílio à crise na saúde, daqui para frente, virá do reforço à capacidade de atendimento em hospitais municipais, disse Paes.

"Com os problemas que o Estado vem enfrentando, não só assumimos unidades do Estado, como dois grandes hospitais na Zona Oeste. Vamos continuar fazendo um plano de contingência, tentando cobrir a deficiência da rede estadual. Não tenho como emprestar mais dinheiro para o Estado", afirmou o prefeito, após inaugurar o primeiro trecho da Orla da Guanabara Prefeito Luiz Paulo Conde, ao lado do Museu do Amanhã, no Centro do Rio. 

O foco de Paes, atualmente, é a conclusão das obras para os Jogos Olímpicos, que acontecerão em agosto. O cronograma está sendo cumprido e "não há problema nenhum" com a Olimpíada, segundo o prefeito. "Falta muito pouco e a gente vai concluir. Agora é questão de entregar para o evento-teste, no fim de abril", disse. 

Até mesmo o Complexo Esportivo de Deodoro, que teve a construção da área norte suspensa por determinação da Controladoria Geral da União (CGU), ficará pronto a tempo, segundo Paes. As obras foram paralisadas porque a CGU suspeito de fraude na documentação apresentada pelas construtoras Queiroz Galvão e OAS. 

"Há um trabalho da CGU, que identificou problemas no aterro. Esse tipo de acompanhamento é muito importante. A gente tem fiscalização da Caixa Econômica Federal, do Ministério dos Esportes, do TCU (Tribunal de Contas da União) e da CGU, e mais da imprensa e da torcida do Flamengo toda e do Corinthians juntas. É interessante quando o problema é identificado antes do pagamento. Suspendemos os pagamentos. A prefeitura vai prosseguir com a suspensão dos pagamentos, mas em nada vai atrasar a obra", afirmou. 

De acordo com Paes, também estão sendo cumpridos os prazos de instalação da linha quatro do metrô, que vai levar o transporte até a Zona Oeste da cidade a partir de julho deste ano. O veículo leve sobre trilho (VLT) começa a funcionar comercialmente em maio. Mas a construção do corredor expresso de ônibus Transbrasil, entre a Zona Oeste e o Centro, só vai ser concluída após os Jogos Olímpicos. 

"Transbrasil não é para ficar pronta em 2016. A gente termina esses trechos onde fazemos intervenção até julho. Vamos parar a obra, deixar em condições de trafegar, e retomar depois da Olimpíada. Durante a Olimpíada, as obras ficam paradas, dadas as contingências que vamos precisar fazer na cidade", disse Paes. 

Hoje, a prefeitura inaugurou 600 metros da Orla da Guanabara Prefeito Luiz Paulo Conde, uma região militar da Baía de Guanabara, no centro da cidade, que sempre esteve fechada para a população. "Em breve a gente entrega o outro trecho que é o boulevard, nos armazéns do porto. Daqui a dois meses a gente entrega a Praça XV. Em muito pouco tempo as pessoas vão poder vir desde o Museu Histórico Nacional até o Armazém 7, caminhando, passeando. Os túneis estão avançando bem. Vamos transformar esse lugar numa orla histórica para a cidade", afirmou o prefeito, referindo-se às modificações em curso na região central do Rio.

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