Wilton Júnior/Estadão
Wilton Júnior/Estadão

Para Beltrame, ação que matou mototaxista foi 'desastrosa'

Segundo moradores, Diego Algarve foi atingido nas costas por ter demorado a atender ordem para parar em bloqueio policial

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

09 de fevereiro de 2015 | 11h45

RIO - Será enterrado na tarde desta segunda-feira, 9, o corpo de Diego Algarve, de 22 anos, morto por um policial militar na Favela Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio de Janeiro, na madrugada deste domingo, 8, em uma ação classificada pelo secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, de "desastrosa". 

Moradores disseram que ele era mototaxista e voltava de uma festa quando foi abordado pelo PM, da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Vila Cruzeiro. O PM teria atirado em Algarve pelas costas pelo fato de ele ter demorado a atender a ordem de parar que havia sido dada quando ele passou pelo bloqueio policial. Revoltados, os moradores atearam fogo a pneus e jogaram pedras na polícia, que respondeu com bombas de efeito moral para dispersá-los.

Na manhã desta segunda-feira, ao comentar o fato, o secretário disse que "qualquer academia ensina que o policial só pode usar a arma de fogo se a vida dele estiver em risco". "Foi uma ação desastrosa", afirmou Beltrame, segundo o qual o caso está sendo investigado e os policiais que estavam no bloqueio já foram interrogados.

A UPP da Vila Cruzeiro foi criada em 2012 e sempre enfrentou resistência de traficantes e a desconfiança da comunidade. Os tiroteios nunca cessaram por completo. Em março do ano passado, o subcomandante da unidade foi morto por bandidos da favela.

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