Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Para general que chefia missão de paz no Haiti, caso do Rio é de polícia

General Ajax Porto Pinheiro diz que tropa brasileira poderá ser levada a qualquer lugar com conflito do mundo e atuar muito bem

Luciana Garbin, Enviada especial a Porto Príncipe

30 Agosto 2017 | 12h07

PORTO PRÍNCIPE - Para o general Ajax Porto Pinheiro, único comandante brasileiro de uma missão de paz das Nações Unidas, a atuação das Forças Armadas nesse tipo de operação é o melhor treinamento possível.

Além de dar desenvoltura internacional aos militares, ensinar sobre logística e ajudar na integração de Exército, Marinha e Aeronáutica, serve para aperfeiçoar as chamadas técnicas de ações imeadiatas, como por exemplo saber entrar em favela, aprender a ter sangue frio, não disparar contra inocente, escolher entre armamento letal ou não letal. 

Ele diz que, após a experiência no Haiti, a tropa brasileira poderá ser levada a qualquer lugar com conflito do mundo e atuar muito bem. 

Questionado pelo Estado sobre a utilização dessa experiência no Rio de Janeiro, o general respondeu que preferiria aplicá-la em outra missão de paz. "Missão de segurança pública é da polícia. É um problema que outros países já resolveram. Alguma coisa tem de ser feita e está sendo feita. Atuações são esporádicas, não de solução."

No fim do mês passado, o presidente Michel Temer autorizou o uso das Forças Armadas para ações de inteligência e reforço da segurança do Rio. Dias depois, as tropas deixaram as ruas e passaram a se dedicar a operações periódicas, principalmente contra o roubo de cargas.

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