Para polícia, morte de ator foi crime passional ou homofóbico

Delegacia de Homicídios descartou hipótese de latrocínio; Adriano da Silva Pereira era homossexual e foi encontrado morto na terça

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

09 de julho de 2015 | 20h10

RIO - O ator, dançarino e produtor cultural Adriano da Silva Pereira, de 33 anos, que era homossexual e foi encontrado morto em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, nesta terça-feira, 7, foi vítima de um crime homofóbico ou passional, segundo apontam as investigações da Polícia Civil.

Nesta quinta-feira, 9, a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense informou ter descartado a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). Quando foi atacado, Adriano tinha saído de casa levando apenas um cartão Riocard, usado para pagar passagens de ônibus. Não tinha dinheiro, objetos pessoais nem documentos.

Embora Adriano fosse adepto do candomblé, que frequentemente é alvo de críticas de evangélicos, a polícia também não acredita que o crime tenha sido motivado por religião.

Para os amigos, o crime foi motivado por homofobia. Adriano costumava se vestir e se produzir como mulher e era alvo de comentários jocosos e agressivos.

Homicídio. Adriano saiu de casa, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, na noite de domingo, 5, para encontrar amigos em um posto de combustíveis em Nova Iguaçu. Esteve com os amigos, despediu-se e desapareceu.

Dois dias depois o corpo dele foi encontrado com marcas de facadas, em um valão no bairro Três Marias, a cerca de 30 quilômetros do posto de onde havia saído. O artista foi enterrado nesta quarta, 8, no cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita, na Baixada Fluminense.

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