Carl de Souza / AFP
Carl de Souza / AFP

Parada LGBTI do Rio reúne 800 mil pessoas em Copacabana

Às vésperas das eleições, a 23ª Parada do Orgulho LGBTI+ do Rio de Janeiro foi marcada pelo tom político com o tema 'vote em ideias, não em pessoas'

Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

30 Setembro 2018 | 18h51

RIO DE JANEIRO - Às vésperas das eleições, a 23ª Parada do Orgulho LGBTI+ do Rio de Janeiro, neste domingo, foi marcada pelo tom político. Às milhares de pessoas que participaram do evento na praia de Copacabana, na zona sul da cidade, a organização do evento tentou transmitir a mensagem de que o gênero deve ser um critério de definição do novo presidente da República e também dos parlamentares, segundo o presidente do Grupo Arco Íris, que há 40 anos realiza a Parada, Almir França. Por causa da proximidade com as eleições, o tema deste ano foi: ‘vote em ideias, não em pessoas’.

 

"Esse voto tem que ser direcionado à comunidade LGBTI. O discurso do político honesto e capaz já se provou irreal. A grande mudança é estética. Temos que colocar negros, LGBTIs e mulheres no poder”, disse França.

Para garantir o destaque à política, a organização do evento preferiu não dar tanta publicidade aos shows e optou por priorizar artistas mais próximos do público LGBTI+, que participam diretamente da militância. Pelos trio-elétricos, passaram a cantora Lexa e o grupo Donas, além de DJs.

Por conta do clima de radicalização política e consequente insegurança, o Arcos Íris optou por ampliar o contingente de seguranças trabalhando durante o evento para 250. “O público LGBTI já tem um histórico de violência, que tende a crescer nesses dias”, afirmou França. Mas, segundo a assessoria de imprensa do Arco Íris, não foi registrado nenhum episódio de confronto. O público deste ano, 800 mil pessoas, foi o mesmo de 2017, informou a organização do evento. 

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