Parentes e amigos de policial morto fazem protesto no Rio

Manifestação foi realizada no Cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita, na Baixada Fluminense

Thaise Constancio, O Estado de S. Paulo

27 de novembro de 2014 | 15h05

RIO - Vestidos com camisas brancas com a palavra "Basta" em vermelho, parentes e amigos protestaram contra a morte do soldado Anderson Sena Freire. A manifestação foi realizada no Cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita, na Baixada Fluminense.

Eles estenderam bandeiras com as frases "Direitos Humanos tem sangue nas mãos" e "Humanos direitos sem direito de viver". O protesto reforça a crítica feita nessa quarta-feira, 26, pelo governador Luiz Fernando Pezão às entidades que defendem de direitos humanos. "Poucas vezes a gente vê os órgãos de direitos humanos se manifestarem quando morre um policial. Então, os nossos policiais que estão aí tentando levar a paz e a tranquilidade sendo assassinados, eu acho que merecem muito também essa solidariedade das comissões, ONGs e das pessoas que gostam muito de criticar os policiais."

Sena levou um tiro na cabeça na quarta-feira quando patrulhava a Avenida Brasil. Na altura de Guadalupe, no subúrbio, a viatura foi atacada por traficantes que seguiam em um carro. O soldado morreu na hora. Parceiro de Sena, o soldado Bruno de Moraes levou um tiro no ombro e está internado no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na zona oeste.

Desde o início da semana, sete policiais militares foram baleados no Rio e dois morreram. Na segunda-feira, 24, o soldado Ryan Procópio foi encontrado morto dentro de um carro na Avenida Brasil, em Bangu, zona oeste do Rio. A principal suspeita é de que ele tenha sido sequestrado e torturado por traficantes.

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