Sergio Moraes/Reuters
Sergio Moraes/Reuters

Parte da favela da Rocinha está sem água há pelo menos oito dias

Motivo seria um vazamento, que a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) não consegue localizar

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2020 | 13h41

RIO - Moradores da parte baixa da favela da Rocinha, na zona sul do Rio, estão enfrentando problemas no abastecimento de água há pelo menos oito dias. O motivo seria um vazamento, que a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) não consegue localizar. Sem previsão de conserto, o jeito está sendo fornecer água aos moradores por intermédio de carros-pipa.

Em nota, a Cedae admitiu dificuldades em resolver o problema. "A companhia vem atuando ininterruptamente na região desde a última sexta-feira (17/07) a fim de identificar vazamento encoberto que estaria reduzindo o abastecimento. No entanto, interferências como construções sobre as redes da Companhia aumentam o grau de complexidade do trabalho", informou a companhia.

Insumo básico para a higienização, a falta d'água é uma preocupação a mais na Rocinha, uma das maiores favelas do País e que, oficialmente, tem 272 casos confirmados de coronavírus - pesquisa feita pela Prefeitura do Rio, em parceria com Ibope, contudo, apontou que o número real poderia ser de mais de 16 mil infectados.

No fim da tarde quarta-feira, 23, moradores da Rocinha fizeram um protesto na Autoestrada Lagoa-Barra, que passa em frente à comunidade. Parte da via chegou a ficar bloqueada.

 

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